UE quer que recuperação pós-pandemia seja “sustentável”

O impacto da pandemia Covid-19 no setor das pescas dominou a 34ª Sessão do Comité de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que se realizou de 1 a 5 de fevereiro.

Um pouco por todo o mundo, os efeitos da crise sanitária atingiram duramente os setores da pesca e da aquicultura, ao mesmo tempo que mostraram a importância do setor para a nutrição, a segurança alimentar e a economia mundial.

Em linha com o Pacto Verde Europeu, a União Europeia (UE) sublinhou que a recuperação pós-Covid deve assentar na gestão sustentável da pesca e da aquicultura, de forma a promover o desenvolvimento económico, a conservação da natureza, a biodiversidade, a segurança alimentar e a luta contra as alterações climáticas.

Na qualidade de maior doador mundial da FAO, a UE reafirmou o seu empenho em apoiar e promover o desenvolvimento sustentável, através da contribuição das pescas e da aquicultura.

Reafirmando a sua política de “tolerância zero” à pesca ilegal, não regulamentada e não declarada, a UE contribuiu diretamente para a decisão de desenvolver as diretrizes da FAO sobre as operações de transbordo que atualmente permanecem não regulamentadas, mal monitoradas e mal controladas. A UE contribuiu igualmente para um acordo sobre o desenvolvimento das diretrizes da FAO para a Aquicultura Sustentável para este ano, a fim de garantir que o crescimento da aquicultura mundial, necessário para responder à procura existente, não aconteça de forma a prejudicar o meio ambiente ou o desenvolvimento económico.

Por fim, a UE convidou a FAO a prosseguir com a elaboração de um projeto de orientação sobre responsabilidade social nas cadeias de valor do pescado. Estas diretrizes podem ser importantes para promover os interesses da UE no sector da aquicultura e das pescas no âmbito do Pacto Verde Europeu.