Visão Rural enriquece estratégia de longo prazo

Entre 22 e 26 de março a Comissão Europeia e a Rede Europeia de Desenvolvimento Rural (ENRD) organizaram um conjunto de iniciativas que juntaram pessoas e organizações empenhadas em construir um futuro melhor para os territórios rurais da Europa. A Federação Minha Terra participou ativamente em diversos workshops e assistiu às várias sessões de reflexão e debate, que abordaram os desafios e oportunidades das áreas rurais da União Europeia, a partir dos objetivos da estratégia “Visão de Longo Prazo para as Zonas Rurais”.

Ao longo de cinco dias de discussão foram abordadas questões como a importância das áreas rurais para a transição ambiental e a prossecução dos objetivos do Pacto Ecológico Europeu, as potencialidades da digitalização das áreas rurais, a produção e disseminação de conhecimentos, a capacitação, a cooperação e o trabalho em rede, a importância da diversificação das funções económicas dos territórios rurais para a sua resiliência ou o reforço da conetividade, a melhoria da mobilidade e a redução das desigualdades entre áreas urbanas e rurais.

Na sessão de encerramento, que decorreu na manhã desta sexta-feira, Enrique Garcilazo, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) destacou a necessidade das políticas de desenvolvimento rural serem holísticas, de verem além das funções tradicionais dos territórios rurais, designadamente agrícolas, de incentivarem a aposta em novas funções e serviços e de incluírem aspetos como a digitalização e a inovação. O especialista em desenvolvimento regional referiu também a importância das políticas terem em atenção a diversidade dos territórios, de poderem ser adaptadas e de incluírem no seu desenho e implementação as comunidades locais, de uma forma participada e inclusiva.

Esta questão foi também abordada por Elisa Ferreira, Comissária Europeia da Política de Coesão e Reformas, que salientou a importância de ter em consideração as especificidades dos territórios para definição de políticas corretas, que contribuam eficazmente para o reforço da coesão. Segundo a comissária, é fundamental que existam objetivos transversais, mas que sejam desenhadas políticas à medida das realidades, inseridas em estratégias integradas, conhecedoras dos territórios, que respondam às necessidades dos territórios e das populações.

Já a Comissária Europeia para a Democracia e Demografia, Dubravka Šuica, destacou o envolvimento de todos os atores relevantes na formulação das políticas, lembrando a forte participação nas consultas públicas sobre a “Visão de Longo Prazo para as Zonas Rurais”, que comprova a vontade dos cidadãos e das organizações de serem escutados e de se envolverem na definição da estratégia europeia para as áreas rurais.

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