MARP reivindica direitos para agricultoras

A Associação das Mulheres Agricultoras e Rurais Portuguesas (MARP) lançou um comunicado onde afirma que “não há desculpa para retrocessos”, referindo-se a uma análise efetuada à atual situação do país e, em particular, aos impactos na vida das mulheres agricultoras e rurais.

Segundo a associação, “não são novas as políticas e as consequências também não são diferentes”. Assim sendo, a MARP reafirma “o direito a produzir e a uma alimentação de qualidade, que exige a valorização dos preços à produção e as oportunidades de escoamento da produção como a valorização de mercados e feiras”. A associação aponta que “os mercados e as feiras são a base da Agricultura Familiar”, e que “estas atividades são, muitas vezes, asseguradas por mulheres”.

A MARP pediu, também, a criação de “um regime de segurança social adaptado à realidade das mulheres agricultoras e rurais que nos faça sair de situação de vida profundamente precária”.

A associação considera ser necessário “garantir condições de acesso aos serviços públicos que têm de ser garantidos a todas e todos”. “Não podemos mais admitir que encerrem os serviços de saúde e que continuem a faltar médicos, nem que a aposta numa ‘escola à distância’ venha agravar as desigualdades (falta de infraestruturas de comunicação) e do agravar da jornada de trabalho pela multiplicidade de tarefas exigida, muito particularmente às mulheres “, afirma a organização.

Este comunicado surge poucos dias depois da Associação das Mulheres Agricultoras e Rurais Portuguesas ter celebrado o seu celebrou 43º aniversário.