Fritos aumentam probabilidade de ataque cardíaco

Batatas fritas, torresmos, ovos estrelados, panados de peixe ou de carne confecionados em óleo quente. A lista de refeições que usam o método da fritura é extensa — e perigosa, já que aumenta o risco em quase um terço de ter um problema cardiovascular grave.

O trabalho, publicado no suplemento Heart da revista British Medical Journal (BMJ), que compilou e analisou dados de 17 estudos, envolvendo meio milhão de adultos ao longo de uma década, conclui ainda que cada porção semanal adicional de meia chávena de fritos aumenta ainda mais esse risco em 3%. Ou seja, a quantidade de fritos presentes na dieta é determinante para avaliar o risco individual com alguma fiabilidade.

Para além de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral (AVC), o trabalho demonstra que os alimentos fritos representam risco acrescido de insuficiência cardíaca e doença arterial coronária (em 37% e 22%, respetivamente).

Entre os fatores que contribuem para este impacto negativo na saúde, explica o mesmo documento, está o facto de estes alimentos incluírem um valor elevado de gorduras e de sal, o que enaltece o sabor, levando a que sejam consumidas mais doses do que as recomendadas. O excesso de consumo, explicam, contribui para problemas de obesidade, mas também de diabetes e de hipertensão arterial.

Em contraponto, as receitas que propõem alimentos cozidos, grelhados, escalfados ou grelhados podem prevenir doenças coronárias, sobretudo quando aliados às sugestões dos especialistas, que constam também da Dieta Mediterrânica: variedade de frutas e vegetais, leguminosas e produtos lácteos com baixo teor de gordura; nas proteínas, é indicada a preferência por peixe e carnes magras.