Estudo aconselha Dieta Mediterrânica durante a gravidez

A dieta materna durante a gravidez está associada a diferenças nas trajetórias do índice de massa corporal da criança desde o nascimento até a adolescência, e uma equipa de investigadores liderada pela Universidade de Oxford chegou à conclusão que Dieta Mediterrânica durante a gravidez pode ajudar os filhos a manterem um peso saudável.

Os investigadores, cujo estudo foi publicado no The American Journal of Clinical Nutrition, examinaram os hábitos alimentares de 1.459 mães e filhos e concluíram que as crianças têm mais probabilidade de ganhar peso entre os 3 e 10 anos de idade quando durante a gestação as mães consomem alimentos com potencial inflamatório, ricos em gordura saturada e gordura trans, como carnes, lacticínios e alimentos ultra-processados.

“A pesquisa mostrou que os alimentos que comemos durante a gravidez podem influenciar o metabolismo da criança em crescimento, bem como os seus comportamentos alimentares e preferências alimentares”, diz a neonatologista Carmen Monthé-Drèze, autora principal do estudo.

Porquê, os investigadores ainda não sabem responder. A primeira hipótese é a de que uma dieta rica em nutrientes durante a gestação impacte positivamente o feto, fazendo com que ele desenvolva um metabolismo mais saudável. A outra é de que hábitos alimentares não saudáveis durante a gestação permaneçam mesmo depois do nascimento do bebé.

Vantagens da Dieta Mediterrânica

No entanto, neste estudo, que pretende chegar a estratégias para reduzir a obesidade infantil, Carmen Monthé-Drèze considera que seguir uma dieta mediterrânica nessa fase pode ser benéfico para a saúde do bebé e ajudá-lo a manter um peso saudável no futuro. Isso significa ingerir mais vegetais e gorduras saudáveis, como azeites e peixes.

“É importante aconselhar mulheres grávidas ou que estão a planear engravidar sobre a importância de uma dieta saudável durante a gravidez. Isso pode beneficiar não apenas a sua própria saúde, mas também pode ajudar os seus filhos a manter um peso saudável no futuro”, explica a investigadora.