Comissão Europeia aposta em biomassa de algas

O Joint Research Center da Comissão Europeia lançou uma nova secção na sua página de Conhecimento para Políticas dedicada às algas. A página contém factos e números sobre a produção de biomassa de algas na Europa, incluindo um painel com os locais de produção. Também contém links para projetos de pesquisa em andamento, publicações recentes e outras informações úteis.

Desde a década de 50 do século passado que a produção deste tipo de biomassa aumentou em todo o mundo. Ainda assim, na União Europeia (UE), este é um recurso que permanece amplamente inexplorado. Em 2016, a produção de biomassa de algas da UE contribuiu com apenas 0,28% para a produção mundial.

Com matéria-prima renovável, baixo teor de carbono e com um grande potencial para criar novos mercados e postos de trabalho, as algas vão desempenhar um papel importante na ambição de crescimento sustentável do Pacto Ecológico Europeu. Não apenas pela neutralidade de carbono, mas também pela biodiversidade, economia circular e a estratégia Do Prado ao Prato para um sistema alimentar sustentável.

Um pouco por todo o mundo, as algas são, essencialmente, cultivadas. Já no continente europeu 98% da biomassa de macroalgas é colhida de forma “selvagem”, ainda que os sistemas de aquicultura estejam a tornar-se cada vez mais comuns.

A colheita selvagem não é isenta de riscos. A abundância de várias espécies exploradas comercialmente na Europa já diminuiu em algumas regiões devido à sua colheita excessiva. Segundo a Comissão Europeia, é necessário garantir que os recursos de algas sejam explorados de forma sustentável.

Já no próximo ano, esta instituição europeia apresentará uma estratégia sobre as algas para promover a sua produção e consumo sustentáveis.