Bagaço chardonnay pode promover saúde humana

Um estudo da Universidade da Califórnia em Davis (UC Davis) descobriu que o bagaço das uvas da casta chardonnay possui uma riqueza de compostos que potencialmente podem ajudar a melhorar a saúde, assim como moléculas de açúcar denominadas oligossacarídos.

Os oligossacarídos são encontrados em várias plantas e animais, incluindo no leite materno humano. De acordo com a UC Davis, recentes avanços revelaram o vasto potencial deste tipo de moléculas na saúde intestinal.

“Ficámos surpreendidos com a diversidade dos oligossacáridos nas uvas de vinho chardonnay, incluindo a presença de elementos estruturais encontrados no leite materno”, disse a autora principal do estudo, Amanda Sinrod.

Já a investigadora Daniela Barile explica: “Até agora, o bagaço de chardonnay tem sido considerado como um subproduto da vinificação com pouco ou nenhum valor. Os primeiros resultados são encorajadores para que o bagaço possa ser uma fonte valiosa para os oligossacáridos e outros compostos que apoiam a saúde e a nutrição”.

Os oligossacáridos pareciam ser especialmente abundantes nas casca de uva de vinho. Em pesquisas anteriores, os cientistas detetaram oligossacáridos no produto vitivinícola final, mas não em grandes concentrações. Os investigadores não incluíram vinho engarrafado neste estudo.

Próximas etapas

As amostras de bagaço de Chardonnay também eram ricas em flavonoides, compostos saudáveis encontrados em muitas frutas e vegetais. Os investigadores estão a explorar se os oligossacáridos funcionam de forma independente ou em sinergia com estes compostos bioativos para apoiar a saúde intestinal. A equipa está a estudar como as condições de cultivo, as colheitas e o processamento podem afetar o potencial de saúde dos resíduos de viticultura.

“Observámos diferenças significativas na abundância relativa e no tipo de oligossacáridos em diferentes partes do bagaço, pelo que é necessária uma investigação mais aprofundada para maximizar o seu potencial no design de produtos alimentares”, disse a cientista Amanda Sinrod.

O estudo foi publicado na revista científica LWT – Food Science and Technology.